Golpes digitais fazem nova vítima em Passo Fundo e delegada alerta para cuidados com e-mails e links suspeitos
Os golpes digitais seguem fazendo vítimas em Passo Fundo e chamam a atenção das autoridades pela sofisticação cada vez maior das ações criminosas. Em entrevista à Rádio Uirapuru, a delegada Carolina Goulart alertou sobre os perigos dos golpes aplicados por meio de e-mails falsos e links maliciosos, após um morador da cidade perder cerca de R$ 13 mil em uma fraude eletrônica.
Segundo o relato, a vítima aguardava o recebimento de um contrato digital para assinatura eletrônica, procedimento que costumava realizar com frequência. Ao receber um e-mail relacionado à assinatura do documento, clicou no link enviado e acabou tendo o computador invadido por criminosos, que instalaram um programa malicioso e conseguiram acessar dados bancários da conta.
Conforme explicou a delegada, o caso é conhecido como “golpe do vírus”, modalidade em que os criminosos enviam anexos ou links contaminados para obter acesso ao dispositivo da vítima.
“Eles conseguem acessar informações pessoais e bancárias e fazem movimentações financeiras de maneira muito rápida, causando grandes prejuízos”, destacou Carolina.
A delegada orienta que, ao perceber qualquer movimentação suspeita ou identificar que caiu em um golpe, a vítima deve agir imediatamente.
“O primeiro passo é entrar em contato com o banco para bloquear contas e cartões. Só depois disso a pessoa deve procurar a polícia para registrar a ocorrência e apresentar comprovantes, prints e demais documentos”, explicou.
Carolina Goulart também comentou sobre a responsabilidade das instituições financeiras nesses casos. Segundo ela, muitos bancos já possuem sistemas que detectam operações suspeitas e alertam os clientes, porém a devolução dos valores ainda depende da análise de cada situação.
“Os bancos vêm sendo responsabilizados em alguns casos, mas isso ainda não é uma questão pacificada judicialmente”, afirmou.
Outro ponto destacado pela delegada é a dificuldade enfrentada pelas forças de segurança devido à rapidez das transferências via PIX.
“O PIX facilitou muito a vida das pessoas, mas também facilitou a ação dos criminosos. Muitas vezes, quando a polícia solicita o bloqueio, o dinheiro já foi retirado ou transferido para outras contas”, disse.
A delegada ainda alertou sobre a utilização de “laranjas”, pessoas que emprestam contas bancárias para receber valores oriundos de golpes. Segundo ela, recentemente passou a existir um crime específico para quem cede contas bancárias a criminosos.
“Muitas pessoas recebiam pequenas quantias para abrir contas em bancos digitais e permitiam a movimentação de dinheiro sem imaginar que estavam cometendo crime”, ressaltou.
Como evitar golpes digitais
Por fim, Carolina reforçou que a principal forma de prevenção continua sendo a atenção no ambiente digital.
RÁDIO UIRAPURU