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DEZEMBRO CHEGOU. E AGORA?

Gilberto Jasper Jornalista/[email protected]

                 Começou o mês da loucura. Sim, prezados leitores, é isso mesmo.

         Chegamos ao décimo segundo mês do ano, mas parece existir a impressão de que tudo se precipita para um único mês.

         As decisões, as confraternizações, os arrependimentos, a tentativa de viabilizar planos traçados há um ano e tantas outras tarefas que parecem inadiáveis atropelam o calendário. É preciso respirar fundo para não sucumbir à voracidade do que vem por aí.

                O mês é marcado por encontros nem sempre desejados. Seja no condomínio, na família, no trabalho, na faculdade ou na mesa de bar com velhos parceiros de vida, a “confraternização” é regra. A impressão é de que “faltam dias” para acomodar tantas comemorações. Além do estresse, sin-toma natural nesta época, é preciso muita paciência e não esquecer que a hi-pocrisia move o mundo, garante o convívio e nos mantém vivos.

       Já pensaram se a gente, todos os dias, o tempo todo, só dissesse o que pensamos sobre as pessoas com quem convivemos?    “Sem as pequeninas hipocrisias mútuas, iríamos nos tornar intoleráveis uns para outros”, já dizia com grande sabedoria e realismo o pensador Emannuel Werheimer.

       Dezembro também é a época de organizar as férias, embora isso devesse ser feito com grande antecedência para evitar os atropelos de última hora e os preços abusivos típicos desta situação de anarquia da temporada.

        Dezembro também conversa diretamente com o ganho extra para aqueles que são trabalhadores empregados e aposentados. Falo do tão esperado 13° salário. Este luxo, no entanto, não se estende aos autônomos, empreendedores e “donos do próprio nariz” ou “do próprio negócio” que correm atrás do dinheiro para saldar dívidas.

       Infelizmente em poucos dias – às vezes em poucas horas – a alegria com este ganho extra se esvai em consequência do pagamento de contas atrasadas ou da compra de presentes. Está é uma prática que facilmente se transforma numa armadilha com consequências graves, de longa duração, ao longo do ano novo que se inicia ali adiante. O que parece uma dádiva pode tornar-se uma grande dor-de-cabeça.

       Apesar de tudo, Natal e Ano Novo estão em contagem regressiva. Ainda há tempo para reparar equívocos, sanar problemas, pedir desculpas a quem magoamos. Faz bem para o coração!

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