• 24 de fevereiro de 2024

Gilberto Jasper: INTERNET, USE COM MODERAÇÃO

 Gilberto Jasper: INTERNET, USE COM MODERAÇÃO

Jornalista/gilbertojasper@gmail.com

                O brasileiro passa em média nove horas e 32 minutos por dia na internet. Com esta frequência, o país ocupa o segundo lugar em nível mundial, sendo superado apenas pela África do Sul, que registra uma média de nove horas e 38 minutos diários. Entre os dez países com maior assiduidade na rede mundial de computadores, outros quatro são da América Latina. Além do Brasil, figuram na relação Argentina (4º lugar), Colômbia (5º lugar), Chile (6º ) e México (7º).

                São dados que podem surpreender, mas basta olhar ao redor e constatar que o uso do celular independe de idade, sexo ou classe social. Estudo elaborado em abril pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de São Paulo (FGVcia), revela que existem no Brasil  249 milhões de celulares. Isso diz muito da “epidemia” que assola o país em termos de uso do aparelhinho onipresente em nosso cotidiano.

                O emprego de tecnologia é fundamental para conquistar avanços em diversos segmentos da vida moderna, que vão desde a educação até o incremento de dispositivos de segurança da população. O uso da internet – como tudo em nosso país – suscita debates acalorados, extremados até, pela radicalização de opiniões. Nestes casos, a racionalidade fica em segundo plano.

                Como tudo na vida, o equilíbrio – ou o “uso com moderação” – continua sendo o segredo para que os avanços sejam positivos e que impactem na questão humana. Entre os argumentos esgrimados nas discussões é comum ouvir-se que “a internet aumentou exponencialmente a quantidade de idiotas mundo afora”.

                O que parece verdadeiro neste quesito, porém, é que a rede mundial deu voz (e vez) a todos indistintamente. Pessoas que não dispunham de meios para fazer-se ouvir ganharam espaço e, em alguns casos, notoriedade. Também é verdade que no Brasil a radicalização política atingiu em cheio a credibilidade dos meios de comunicação. Desconfiado, parte do público se informa através das redes sociais, apropriando-se de conteúdo muitas vezes sonegados pela mídia tradicional, cujo faturamento publicitário diz muito do viés da cobertura política.

                No país da internet é preciso isenção para análises, parcimônia no uso e postura crítica para separar o joio do trigo.

RS Norte

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