Terceiro maior do estado e gargalo para o comércio, Aeroporto de Chapecó pressiona candidatos por solução nas eleições
O Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, no Oeste catarinense, foi elencado pela Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina) como uma das prioridades do Oeste para os candidatos a deputado estadual e federal. A entidade defende novos investimentos na estrutura para melhorar as operações e ampliar a capacidade de atendimento.
A demanda ocorre em um momento de crescimento na movimentação. Somente no último ano, o terminal recebeu 643 mil passageiros e, a partir de setembro, passou a contar com uma nova operação diária para Campinas, além dos dois voos diários da Gol para Guarulhos. Juntas, as frequências representam aumento de 25% nos voos semanais para São Paulo.
Considerado o terceiro maior aeroporto de Santa Catarina em movimentação, o terminal de Chapecó atende passageiros de diferentes municípios do Oeste e também de outras regiões do Estado.
Além dos voos particulares, o aeroporto conta com operações comerciais para Florianópolis, Campinas e São Paulo. A agropecuarista Arlete Carvalho Mendes, que mora em Água Doce, no Meio-Oeste, utiliza a estrutura com frequência para viajar à capital paulista com a família.
Novos voos ampliam conexão com São Paulo
Durante o feriado prolongado de 7 de setembro, mais de 7 mil passageiros passaram pelo aeroporto em 55 operações regulares das companhias Azul, Gol e Latam.
No dia seguinte, uma nova operação diária para Campinas começou a conectar Chapecó a São Paulo. Somada aos dois voos diários da Gol para Guarulhos, a novidade aumentou em 25% as frequências semanais entre a capital do Oeste e São Paulo.
O empresário Adenilson Chaves foi um dos passageiros que utilizou o aeroporto pela primeira vez. Ele chegou a Chapecó para uma visita comercial e, depois, seguiu para o norte do Rio Grande do Sul.
Empresários apontam impacto de cancelamentos
Apesar do aumento das operações, a Acic (Associação Comercial e Industrial de Chapecó) avalia que a estrutura para receber passageiros não é suficiente para atender às necessidades da região.
Para o presidente da entidade, Carlos Klaus, os cancelamentos e alterações de voos provocados principalmente pelas condições meteorológicas geram insegurança para empresários e podem prejudicar compromissos comerciais.
Segundo Klaus, investimentos em equipamentos mais sofisticados poderiam ajudar a reduzir os impactos dos dias de mau tempo, quando voos acabam cancelados ou deixam de chegar a Chapecó.
Concessionária cita investimentos de mais de R$ 40 milhões
A concessionária responsável pelo aeroporto afirma que o terminal passou por diferentes processos de ampliação e modernização desde 2020, com investimentos que ultrapassam R$ 40 milhões.
De acordo com a empresa, a estrutura está preparada para receber até 1,5 milhão de passageiros por ano.
A concessionária também afirma que os serviços voltados à segurança e à operação dos voos são compatíveis com o porte e as características operacionais do aeroporto.
Novos equipamentos auxiliam pousos
Entre os avanços citados está a homologação do procedimento RNP, que permite pousos pela cabeceira 30 da pista e complementa a
Recentemente, também foi homologado o segundo PAPI, equipamento que auxilia os pilotos a manterem a trajetória correta de aproximação até o pouso.
Para a Acic, a ampliação dos recursos é importante porque Chapecó funciona como um polo regional. Segundo Carlos Klaus, cada voo que deixa de operar representa aproximadamente 200 a 250 pessoas que deixam de viajar para compromissos profissionais ou pessoais.
Aeroporto é tratado como prioridade para o Oeste
A necessidade de ampliar e modernizar o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso foi incluída pela Facisc entre as demandas consideradas prioritárias para os candidatos nas eleições.
A avaliação da entidade é de que a melhoria das operações aéreas pode fortalecer a conexão de Chapecó com outros centros e contribuir para a circulação de empresários, trabalhadores e passageiros que utilizam o terminal para deslocamentos dentro e fora de Santa Catarina.
Foto: Divulgação/ND Mais
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