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QUESTIONANDO!! EVANS MELO – ADVOGADO

AUDITORIA NO HDP, CONCLUSÕES: FALTA DE TRANSPARÊNCIA, FALTA DE CONTROLE DE CUSTOS, CONTRATOS INADEQUADOS E POSSÍVEL CRIME

                Na última segunda-feira, 06 de julho de 2026, às 17:30, na sala de reuniões do hospital, foi apresentado o resumo do relatório da auditoria realizada no HDP. No evento estavam presentes vereadores, o Prefeito Municipal, Secretários, pessoas da comunidade, componentes de gestões passadas e o presente colunista. Um ponto de tensão foi a discussão acalorada entre o Prefeito Municipal e o Sr. Rogério Vargas, o que chocou os presentes, mas ao que pareceu o Prefeito tinha razão em suas colocações.

                O relatório da Auditoria, que conta com cerca de 200 páginas e compreendeu o período de 2015 a 2026, constatou inúmeros problemas nas gestões passadas, notadamente nas últimas duas diretorias, principalmente a troca de gestão decorrente do abandono do hospital pela equipe presidida por Silvia Canan. Dita conclusão decorre do que foi demonstrado pelos números e dados coletados, todos com base nos documentos que foram disponibilizados aos auditores na apresentação das apurações.

                Não se tratou somente de falta de gestão, mas de péssima gestão, prática sistêmica de irregularidades e, segundo a auditoria, até mesmo de crime, inclusive valendo expor que outras auditorias apontaram fragilidades e que o HDP poderia ser inviabilizado, valendo referir auditoria do ano de 2024.

                Todavia, apesar dos alertas de 2024, ano em que a gestão com maiores problemas assumiu, nada foi efetivamente feito para que houvesse uma solução, antes pelo contrário, houve uma gestão altamente comprometedora da saúde financeira, da gestão e da administração do HDP, o que ocorreu com:

1 – o aumento significativo de pessoal, que passou de 175 em 2018 para 344 em 2025, o que se demonstrou incompatível com a necessidade da instituição e pela ausência do respectivo retorno para a sociedade, ante a realidade local e da própria instituição;

2 – elevação injustificada de gastos (muitos sem identificação do retorno ou prestação efetiva do serviço);

3 – total falta de TRANSPARÊNCIA;

4 – contratos questionáveis e equivocados;

5 – aumento do risco jurídico por erros em contratos, pagamentos entre outros;

6 – ausência de prestação de contas sobre emendas, visto inexistir mecanismos de rastreabilidade;

7 – ausência de plano de gestão;

8 – endividamento sem planejamento, notadamente endividamento bancário, com o pagamento de alta carga de juros mensais, ao que parece, ao redor de 100 mil reais/mês, dados a serem apurados com maior precisão com o acesso ao relatório completo.

8 – possível ocorrência de crime de apropriação indébita previdenciária e descontos que deveriam ser repassados à União, o que implica, ao menos em tese, no crime de apropriação indébita previdenciária:

  Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

        Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Neste último ponto vale lembrar que o HDP sofre com processos movidos pela União, que decorreram da falta de pagamento de tributos e contribuições, muitas delas descontadas dos trabalhadores e não recolhidas, o que ainda ensejou prejuízo aos trabalhadores.

Em suma, estes são apenas alguns problemas identificados pela auditoria, mas que comprometeram severamente a instituição.

VALE EXPOR, POR PERTINENTE, QUE ESTE COLUNISTA E O JORNAL RS NORTE JÁ HAVIAM APONTADO TAIS SITUAÇÕES E MUITO MAIS, COMO PODE SER APURADO NAS LIVES, COLUNAS E MATÉRIAS.

 Desta forma, a crise no HDP teve uma evolução mais acentuada sob a presidência de Silva Canan, pois os dados e informações apontam para essa conclusão, notadamente frente aos números e informações trazidas pela auditoria.

Vale exaltar, por pertinente, os esforços da gestão que sucedeu a diretoria catastrófica, que contou com várias pessoas comprometidas com o HDP e com a comunidade, vindo, posteriormente, a Intervenção Municipal no HDP, o que possibilitou, aliado às medidas implementadas pela dita diretoria, uma mudança de comportamento e que possibilitou um retorno aos trilhos a administração do hospital. Então a mudança veio com a imprensa livre este colunista trazendo a verdade e a coragem de pessoas comprometidas com a saúde, inclusive a atual gestão, que está atuando para dar uma solução viável ao HDP.

Todavia, só isso não basta, pois o estrago foi tão grande que o déficit ainda é de cerca de 7 milhões/ano e se continuar assim, a previsão é de fechamento do hospital nos próximos anos.

Desta forma, fica a pergunta:

Teremos responsabilizados por tais situações que dilapidaram o HDP?

Se tiver dúvida ou questionamentos envie para o e-mail [email protected]

João 8:32 – E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

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