Agross cresce além das fronteiras de Quinze e anuncia fábrica de R$ 70 milhões em Carazinho
Sem espaço para uma expansão do tamanho planejado junto à atual indústria, empresa mantém Quinze de Novembro como centro da operação e prepara nova etapa de crescimento em Carazinho
O crescimento da Agross do Brasil chegou a um ponto em que os limites deixaram de ser apenas os muros da fábrica. Instalada em Quinze de Novembro, onde construiu sua trajetória e mantém sua operação, a empresa precisava de espaço para dar o próximo passo. Encontrou em Carazinho os 250 mil metros quadrados necessários para erguer uma nova unidade industrial, em um projeto que prevê aproximadamente R$ 70 milhões em investimentos nos próximos dez anos.
A nova fábrica ficará junto à BR-285, nas proximidades do Aeroporto Municipal, e deverá começar suas atividades com cerca de 300 empregos. A projeção apresentada pelo prefeito João Pedro Azevedo (PSDB) é chegar a quase mil postos de trabalho ao longo de uma década. A Prefeitura de Carazinho participará do projeto com contrapartida estimada em R$ 5 milhões, envolvendo a área destinada ao empreendimento e benefícios fiscais. Para Azevedo, é o maior anúncio em geração de empregos feito no município desde a chegada da Parmalat, na década de 1990.
A decisão de construir em Carazinho, porém, não significa a saída de Quinze de Novembro. O diretor-presidente da Agross, Silmo Ávila, confirmou à Rádio Cidade que a necessidade de ampliar a estrutura vinha sendo discutida desde meados de 2020. O parque atual segue em expansão, mas já não existem áreas vizinhas capazes de receber um projeto das dimensões pretendidas. Por isso, a nova unidade ficará responsável principalmente pela produção em larga escala, enquanto Quinze continuará concentrando atividades estratégicas.
Nascida e desenvolvida no Alto Jacuí, a Agross fabrica máquinas e implementos destinados à agricultura e às pecuárias de corte e leite, com soluções voltadas especialmente ao manejo do solo e às atividades no campo. A nova fábrica marca, assim, uma mudança de escala para a empresa: em vez de substituir a estrutura construída em Quinze de Novembro, Carazinho passa a somar capacidade industrial. A Agross atravessa a fronteira do município porque cresceu, mas mantém suas raízes onde sua história começou.
Rádio Cidade Ibirubá
Fotos: divulgação