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UFSM-PM fortalece atuação regional no enfrentamento das emergências climáticas por meio do Programa PET-Saúde

O projeto da Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões (UFSM-PM), intitulado “Produção de cuidado, acesso, comunicação e inovação em saúde na prevenção e enfrentamento das emergências climáticas no noroeste gaúcho”, foi aprovado no edital do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Clima), com vigência de 2026 a 2028. Esta é a quarta vez que a UFSM-PM é contemplada pelo PET-Saúde, que chega à sua 13ª edição.

Coordenado pelo Ministérios da Saúde, o programa tem como objetivo fortalecer a integração entre instituições de ensino, serviços de saúde e comunidade, contribuindo para a formação de estudantes e profissionais mais preparados para os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta edição, o projeto da UFSM-PM volta-se especialmente à prevenção e ao enfrentamento das emergências climáticas, considerando os impactos desses eventos sobre a saúde da população e os desafios enfrentados pelos serviços de saúde no noroeste do Rio Grande do Sul.

O projeto é coordenado pela professora Fernanda Sarturi e busca fortalecer a preparação e a resposta dos sistemas de saúde diante dos impactos da crise climática. Por meio de ações de integração entre ensino, serviço e comunidade, a iniciativa busca contribuir para a reorientação da formação dos estudantes e para a transformação das práticas de docentes e profissionais da saúde, com foco na criação e ampliação das condições necessárias à promoção da equidade e ao enfrentamento das iniquidades e desigualdades em saúde, agravadas pelas mudanças climáticas e ambientais.

Para a professora Fernanda, o projeto representa uma oportunidade de aproximar a universidade dos serviços de saúde e das comunidades, fortalecendo a formação dos estudantes e a construção conjunta de estratégias para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população, sendo uma importante experiência no âmbito institucional. “Para nós, enquanto instituição, o programa tem uma importância muito grande, não só acadêmica, em relação a nossa integração como docente, mas também para os alunos, já que esse programa tem o fomento do Ministério da Saúde e envolve a qualificação dos profissionais da rede de atenção à saúde e a formação dos alunos voltada para o SUS”, destaca.

As ações, que tiveram início em 3 de agosto de 2026, estão sendo desenvolvidas em parceria com a 15ª Coordenadoria Regional de Saúde (15ª CRS) e a Secretaria de Municipal de Saúde de Palmeira das Missões. A equipe é composta por 64 integrantes, sendo 40 estudantes dos cursos de Enfermagem, Nutrição, Ciências Biológicas e Administração. Também fazem parte do projeto 12 professores da UFSM-PM e profissionais da rede municipal e estadual de saúde, incluindo enfermeiros, fisioterapeutas, médicos e administradores.

As atividades estão organizadas em três eixos, que têm como objetivo estruturar processos de ensino-aprendizagem, intervenção e transformação das práticas no SUS. O primeiro eixo aborda a produção do cuidado no território e a vigilância em saúde na resposta às emergências climáticas e ambientais, tendo a equidade em saúde como princípio norteador. O segundo é voltado ao acesso à atenção especializada e à integralidade do cuidado diante de situações de emergência climática e ambiental, também sob a perspectiva da equidade. Já o terceiro eixo contempla a comunicação e a inovação em saúde como estratégias para o enfrentamento desses desafios.

Para desenvolver as ações previstas, a equipe foi organizada em cinco Grupos de Aprendizagem Tutorial (GATs), estruturados de forma a favorecer a construção interdisciplinar e interprofissional. Os grupos são:

GAT 1 – Urgência e Emergência: professores Silomar Ilha e Elaine Gonzales;

GAT 2 – Vigilância Nutricional e Puericultura: professores Leonardo Jantsch e Amanda Lopes;

GAT 3 – Comunicação e Inovação na Gestão: professores Rafael Soder, Bianca LiszBinski e Nelson Pinto;

GAT 4 – Saúde Mental e Práticas Integrativas em Saúde: professoras Tanea Garlet e Isabel Colomé;

GAT 5 – Cuidado às Condições Crônicas: professoras Neila Santini e Darielli Fontana.

Segundo Fernanda, pelo fato de as questões climáticas já fazerem parte da realidade do Rio Grande do Sul há muitos anos, o projeto ganha relevância, também, em âmbito regional. Ao contribuir para o enfrentamento das emergências climáticas e fortalecer a articulação com o município de Palmeira das Missões, a iniciativa poderá ampliar seus impactos para os demais municípios integrantes da 15ª Coordenadoria Regional de Saúde, que reúne 26 municípios. Isso porque as ações permitirão discutir estratégias para a organização dos sistemas de saúde e das vigilâncias diante de eventos climáticos extremos. “As ações que nós pensamos, de prevenção e de promoção à saúde, podem ser replicadas nesses outros municípios, que também vivenciam a mesma realidade em relação às emergências climáticas”, destaca.

A professora ressalta, ainda, que, embora o ensino e a extensão sejam os principais focos do projeto, a iniciativa também possibilitará o desenvolvimento de pesquisas. “A gente também desenvolverá pesquisas com esse projeto, porque realmente são muitas ações, são 64 participantes envolvidos, se debruçando nessas questões por 24 meses”, afirma.

Sobre o Programa

O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) é uma das principais estratégias nacionais para fortalecer a integração entre ensino, serviço e comunidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Criado em 2008, o programa tem duração de 24 meses e busca aproximar a formação acadêmica da realidade dos serviços de saúde, contribuindo para o aprimoramento das competências de profissionais, docentes e estudantes dos cursos de graduação da área da saúde.

Nesta 13ª edição, o PET-Saúde: Clima tem como foco a promoção da equidade em saúde no contexto das emergências climáticas e ambientais, considerando o agravamento das iniquidades sociais, raciais, étnicas, territoriais e de gênero e a necessidade de respostas do SUS diante desses desafios.

Esta é a maior edição do PET-Saúde em número de propostas aprovadas. Ao todo, foram selecionados 197 projetos em todo o Brasil, sendo 22 no Rio Grande do Sul, ampliando a articulação entre instituições de ensino, secretarias de saúde, serviços do SUS, estudantes, docentes, profissionais e comunidade. Nesta edição, o programa conta com 12 mil participantes bolsistas em todo o país.

Divisão de Divulgação Institucional UFSM-PM

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