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HDP: Situação financeira na UTI? Dívida chega a R$ 17 milhões

A atual gestão do Hospital Divina Providência (HDP) de Frederico Westphalen, mesmo com todos os esforços, e diante da redução de recursos oriundos de emendas parlamentares, encerra o mandato com um registro muito preocupante: a casa de saúde chega a uma dívida de R$ 17 milhões.

Com o passar dos anos, o endividamento histórico, só aumentou. Reduziram os recursos provenientes de emendas parlamentares. Os recursos destinados pelo SUS não cobrem as despesas dos procedimentos médicos. No ano passado o HDP recebeu R$ 3 milhões de recursos provenientes de emendas parlamentares. Este ano, segundo a direção da casa de saúde, até agora foram recebidos apenas R$ 300 mil, realidade que comprometeu totalmente o caixa.

Após informações e cobranças feitas pelo RS NORTE, especialmente, em relação a maior transparência, agora surgem os números da caótica situação financeira do único hospital de Frederico Westphalen.

Foram realizadas negociações com fornecedores e colaboradores. O SINDISAÚDE pressionou para os colaboradores recebessem os salários em dia. Há débitos com fornecedores e impostos (INSS e FGTS).

O diretor administrativo, Luis Eduardo Bertoldi, detalhou os impactos do fluxo de caixa sobre os fornecedores e colaboradores. Na imprensa Bertoldi disse: “O hospital sempre trabalhou com uma margem muito estreita. Quando os repasses caíram, ficamos sem fôlego. Negociamos com fornecedores, médicos e terceirizados para manter o atendimento. Infelizmente, chegamos a atrasar parte dos salários”, observa.

O HDP conta com mais de 300 colaboradores. Integrante do conselho que evita se identificar questiona: “Há necessidade de tantos funcionários?”.

Destaca-se que o atendimento hospitalar não foi interrompido em nenhum momento, mesmo com todas essas dificuldades.

ALTERNATIVAS

A comunidade entende que é preciso buscar alternativas para sair desta situação financeira grave. Questionam: “Como outras casas de saúde garantem o funcionamento de mais especialidade, como é o caso do Hospital Santo Antônio (HSA) de Tenente Portela, além de instituições de Rodeio0 Bonito, Seberi, Palmeira das Missões, Passo Fundo e Chapecó?”

É preciso avançar muito e que este setor fique totalmente alheio a siglas partidárias, garantindo assim uma união da comunidade, a soma de esforços para reverter o quadro atual.

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